Que a "chapa é quente" aqui no meu amado Rio de Janeiro, todo mundo sabe, pois o Jornal Nacional mostra isso todos os dias em horário nobre. Mas, pelo visto, o "bicho pega", também, na igualmente querida Belo Horizonte, segunda casa deste blogueiro.
Bom, não sou um "editor do Meia Hora wannabe", apesar de achar que levo jeito para a coisa, mas lancei mão da linguagem tipicamente popular do tablóide carioca para contar uma história que começa de forma "sinistra, muuuuuito sinistra", como diria o sumido e muito saudoso narrador de futebol Januário de Oliveira.
Na semana passada, a coleguinha mineira Ana Paula Pedrosa, autora do blog Escritos ao Vento, passou por momentos de terror num arrastão em seu prédio. Levaram de tudo, inclusive seu notebook e o cabo do modem de seu desktop.
Pois a irritação passada por ela com o call center de seu "veloxíssimo" serviço de internet de banda larga, logo depois, foi proporcional ao susto de ver ladrões entrando em seu apartamento. Ana me mandou a história ontem, por e-mail, e é mais uma concorrente à camisa do "Senhor, estarei te irritando...".
Ana resolveu ligar para saber como deveria proceder para ter a internet de volta, no desktop que sobrou, e para descadastrar seu notebook. Como não sabia o telefone de cor e estava difícil de procurar em meio a um apartamento revirado, ligou para o conhecido número da central de sua operadora de telefonia fixa, na esperança que alguém a atendesse bem, desse, ao menos, um "Oi". "Que ilusão, né?", diz Ana.
O primeiro desafio foi passar pela atendente virtual, que, definitivamente, não fala nossa língua. O constrangedor diálogo, se é que se pode chamar assim, beirou o surrealismo, como costuma acontecer:
- Oi! Diga o que deseja!
Ana falou:
- Informação.
E a máquina respondeu:
- Desculpe, não entendi.
- Informação sobre banda larga.
- Desculpe, tente de novo.
Ana mudou o discurso:
- Falar com o atendente.
E a atendente virtual continuou confusa:
- Não entendi. Vamos, é fácil, diga o que você quer.
Já irritada, Ana vociferou:
- QUERO QUE VOCÊ VÁ PARA A PQP!!!
Segundo Ana, a ligação foi transferida para um atendente, que, por sua vez, informou um telefone errado. Ela acabou tendo que ligar de novo e passar pela atendente virtual - "Dessa vez foi fácil, só precisei mandar para a PQP!", conta Ana - e, novamente, recebeu o número errado.
Terceira ligação, terceira passagem pela máquina, que, desta vez, não entendeu o lugar para onde a coleguinha mandou que ela fosse. Foi um novo parto para chegar a um ser humano. Quando finalmente conseguiu, Ana disse:
- Quero fazer uma reclamação sobre a atendente virtual.
E a atendente real respondeu:
- É só por e-mail, senhora.
Ana retrucou:
- Mas eu estou sem internet, foi por isso que eu liguei, você não entendeu?
- Sinto muito, senhora, só por e-mail. E a senhora não devia reclamar, não, ela é muito útil. Talvez a senhora não tenha sabido conversar com ela.
No fim das contas, pelo menos no terceiro atendimento a operadora passou o telefone certo. Ana ligou, recuperou a internet e mandou um e-mail para a operadora, reclamando da atendente virtual e da atendente real, também, que disse que ela não sabia conversar com um robô.
Resultado: a resposta foi que a reclamação deveria ser feita por telefone.
Bom, não sou um "editor do Meia Hora wannabe", apesar de achar que levo jeito para a coisa, mas lancei mão da linguagem tipicamente popular do tablóide carioca para contar uma história que começa de forma "sinistra, muuuuuito sinistra", como diria o sumido e muito saudoso narrador de futebol Januário de Oliveira.
Na semana passada, a coleguinha mineira Ana Paula Pedrosa, autora do blog Escritos ao Vento, passou por momentos de terror num arrastão em seu prédio. Levaram de tudo, inclusive seu notebook e o cabo do modem de seu desktop.
Pois a irritação passada por ela com o call center de seu "veloxíssimo" serviço de internet de banda larga, logo depois, foi proporcional ao susto de ver ladrões entrando em seu apartamento. Ana me mandou a história ontem, por e-mail, e é mais uma concorrente à camisa do "Senhor, estarei te irritando...".
Ana resolveu ligar para saber como deveria proceder para ter a internet de volta, no desktop que sobrou, e para descadastrar seu notebook. Como não sabia o telefone de cor e estava difícil de procurar em meio a um apartamento revirado, ligou para o conhecido número da central de sua operadora de telefonia fixa, na esperança que alguém a atendesse bem, desse, ao menos, um "Oi". "Que ilusão, né?", diz Ana.
O primeiro desafio foi passar pela atendente virtual, que, definitivamente, não fala nossa língua. O constrangedor diálogo, se é que se pode chamar assim, beirou o surrealismo, como costuma acontecer:
- Oi! Diga o que deseja!
Ana falou:
- Informação.
E a máquina respondeu:
- Desculpe, não entendi.
- Informação sobre banda larga.
- Desculpe, tente de novo.
Ana mudou o discurso:
- Falar com o atendente.
E a atendente virtual continuou confusa:
- Não entendi. Vamos, é fácil, diga o que você quer.
Já irritada, Ana vociferou:
- QUERO QUE VOCÊ VÁ PARA A PQP!!!
Segundo Ana, a ligação foi transferida para um atendente, que, por sua vez, informou um telefone errado. Ela acabou tendo que ligar de novo e passar pela atendente virtual - "Dessa vez foi fácil, só precisei mandar para a PQP!", conta Ana - e, novamente, recebeu o número errado.
Terceira ligação, terceira passagem pela máquina, que, desta vez, não entendeu o lugar para onde a coleguinha mandou que ela fosse. Foi um novo parto para chegar a um ser humano. Quando finalmente conseguiu, Ana disse:
- Quero fazer uma reclamação sobre a atendente virtual.
E a atendente real respondeu:
- É só por e-mail, senhora.
Ana retrucou:
- Mas eu estou sem internet, foi por isso que eu liguei, você não entendeu?
- Sinto muito, senhora, só por e-mail. E a senhora não devia reclamar, não, ela é muito útil. Talvez a senhora não tenha sabido conversar com ela.
No fim das contas, pelo menos no terceiro atendimento a operadora passou o telefone certo. Ana ligou, recuperou a internet e mandou um e-mail para a operadora, reclamando da atendente virtual e da atendente real, também, que disse que ela não sabia conversar com um robô.
Resultado: a resposta foi que a reclamação deveria ser feita por telefone.
4 comentários:
Jesus Cristo!! Cada dia que passa a Oi se supera...
Raphael, essa enquete aí do lado faltou "todas as opções acima". É impossível escolher quem irrita mais.
aha! "Simples assim"...
Ah não fala sério!!
Levanta a mão quem nunca neste Brasil varonil não brigou com esta atendente virtual!!!
O atendimento da operadora em que eu trabalho, modéstia a parte, é péssimo, mas eu me estresso muito mais tentando informar à útil a.v. o meu objetivo de ligação...
E sabe o que é pior???
Tive a mesma idéia da Ana!!
Acho que essa mocinha só transfere quando é ofendida!!!
hauhauhauhauahuaua
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