terça-feira, 1 de julho de 2008

Pesquisa de instatisfação

Atire a primeira pedra - ou, como estamos no mundo virtual, mande o primeiro vírus - aquele que nunca teve problema com algum banco. Por causa de mudanças de empregos, ao longo dos anos, já fui obrigado a ter contas em, pelo menos, quatro instituições diferentes. Sendo que a única que se mantém até hoje foi a que abri espontaneamente, há mais de 10 anos.

No início de maio passado, por conta de mudanças no escritório onde trabalho, precisei abrir uma conta num banco que se julga "verdadeiro" até no nome. Já contrariado, fui à agência e deixei bem claro:

- Essa conta é só para receber salário! Não quero um limite astronômico no cheque especial, nem talão de cheque ou qualquer outra "vantagem". Já tive problemas com esse banco antes, fechei uma conta assim que deixei um outro emprego e só estou abrindo de novo porque estou sendo obrigado!

Pois bem, não deu outra. Passado um mês, ninguém da agência entrou em contato comigo para me passar o número da conta e o primeiro salário que eu receberia nesse banco acabou tendo que ser pago em cheque, o que significa três dias sem dinheiro no início do mês, até o cheque compensar.

Após muitas ligações para o banco, consegui, quase que numa apuração jornalístico-investigativa, descobrir o número de minha conta. Bom, no próximo mês - o que significa esta quarta-feira - vou receber meu salário normalmente. Mas nem tudo estava resolvido.

Umas duas semanas atrás, chegou no meu antigo endereço, ou seja, na casa de minha mãe, uma correspondência com a senha do atendimento pelo telefone. Confesso que não entendi, pois, na abertura da conta, dei um comprovante de residência de meu novo endereço de casado. Além disso, meu sobrenome na correspondência era "Grespo", em vez de Crespo.

Logo pensei: - Pronto, está errado no cartão, também. Vai dar m...!!! E deu. Esse cartão com o nome errado, inclusive, está perdido por aí, num limbo bancário, pois não chegou no endereço antigo e muito menos no novo.

No dia seguinte, sem ter tempo de ir à agência, liguei para a minha gerente de conta - que não é exatamente uma operadora de telemarketing, mas que se mostrou totalmente despreparada, como muita gente desse setor. Na ligação, ouvi as desculpas mais esfarrapadas possíveis, até conseguir que meu nome fosse consertado e o endereço atualizado, além da promessa de que o cartão estaria pronto em no máximo dez dias. Mais de 20 dias já se passaram e, até agora, nada!

E foi aí que entrou um inocente operador de telemarketing. Altemar Fernando me ligou, agora há pouco, cerca de quatro horas atrás, para me fazer um pedido:

- Boa noite! Falo com o senhor Raphael.
- Isso.
- Pois, bem, senhor Raphael. O senhor é correntista de nosso banco, na agência "tal". Correto?
- Sou.
- Certo. Estou ligando para solicitar que o senhor esteja indicando um amigo seu para abrir uma conta em nosso banco. Seria possível?
- Não. - Assim, mesmo, curto e grosso.

Meio sem jeito com a resposta, Altemar Fernando insiste:

- Ok, senhor. Voltaremos a entrar em contato em mais alguns dias, para que o senhor possa lembrar de alguma pessoa para nos indicar.
- Isso não vai acontecer. Já tive conta no seu banco, encerrei por estar muito insatisfeito e fui obrigado a abrir outra apenas para receber salário. Gosto muito dos meus amigos para indicar esse banco para algum deles.
- Ok, senhor. Nosso banco agradece a atenção. Boa noite.
- Boa noite.

2 comentários:

O mundo de Sabrina disse...

Conhecendo você como conheço, imagino com que sutileza você resposndeu ao pobre coitado que teve a infelicidade de escolher seu nome numa imensa lista para ligar... Hahahahah! O pior é que eles não desistem!

Anônimo disse...

Recentemente aconteceu algo parecido com minha mãe, mas a empresa era a Sky. Depois meses de aborrecimento com esta empresa, cuja soluõao não nos agradou muito, mas resolveu. A funcionária da Sky convidou para que fosse assinante novamente da empresa, em outra oportunidade, e minha mãe respondeu: "Deus me livre!"