Um colega meu de escritório, também jornalista, um dia trabalhou como operador de telemarketing. Durante um ano, antes mesmo de entrar para a faculdade de jornalismo, Vinicius conseguiu o primeiro emprego de sua vida: entrou para a equipe de atendentes do call center da extinta empresa aérea Rio Sul.
Como boa parte dos profissionais da área, Vinícius ganhava mal e precisava rebolar para se manter no emprego. Saía do colégio voando, almoçava rápído e quase sempre chegava atrasado. Segundo ele, havia um código entre os operadores: xingou ou falou palavrão, tecla hold para o mal-educado do outro lado da linha. Se a hostilidade continuasse, todos, pelo menos naquele call center, tinham o apoio do gerente para desligarem na cara do cliente.
Vinícius achava o trabalho chato, mas, pelo menos, teve a oportunidade de viver momentos engraçados. Certa vez, atendeu um cliente com sotaque nordestino, muito carregado. Uma figura marcante. Com ele, Vinícius esqueceu do trabalho e bateu um papo para lá de insólito:
- Sobrenome, por favor?
- Lacerda
- Nome, por favor?
- Genival
- Calma, aí! O senhor é o Genival Lacerda???
- Sim, senhor.
- Calma, aí! Genival Lacerda "dá o c... no salão"?
- Hahahahahahahahaha. Que isso, meu filho? É "talco" no salão.
- Olha, mais engraçada do que essa, só a "te comia na sala... te comia no chão...".
- É, meu filho, esse gato é danado. O Tico mia em tudo que é lugar mesmo (risos).
- "Ele tá de olho é na butique dela..."
- Poxa garoto, você é meu fã mesmo. Sabe todas. Estou impressionado.
- Já te vi muito no Faustão, Gugu... Poxa, é uma honra conhecê-lo. Para onde o senhor quer viajar?
- Para Campina Grande.
- Terra boa... Pena que não voamos para lá.
- Ah é?! Pois vou fazer uma série de shows por lá. Como faço?
- O senhor vai precisar pesquisar em outra companhia, infelizmente.
- Então tá, meu filho, boa tarde.
- Só não jogue talco no salão, por favor!
- Fique tranquilo! Um abraço!
Como boa parte dos profissionais da área, Vinícius ganhava mal e precisava rebolar para se manter no emprego. Saía do colégio voando, almoçava rápído e quase sempre chegava atrasado. Segundo ele, havia um código entre os operadores: xingou ou falou palavrão, tecla hold para o mal-educado do outro lado da linha. Se a hostilidade continuasse, todos, pelo menos naquele call center, tinham o apoio do gerente para desligarem na cara do cliente.
Vinícius achava o trabalho chato, mas, pelo menos, teve a oportunidade de viver momentos engraçados. Certa vez, atendeu um cliente com sotaque nordestino, muito carregado. Uma figura marcante. Com ele, Vinícius esqueceu do trabalho e bateu um papo para lá de insólito:
- Sobrenome, por favor?
- Lacerda
- Nome, por favor?
- Genival
- Calma, aí! O senhor é o Genival Lacerda???
- Sim, senhor.
- Calma, aí! Genival Lacerda "dá o c... no salão"?
- Hahahahahahahahaha. Que isso, meu filho? É "talco" no salão.
- Olha, mais engraçada do que essa, só a "te comia na sala... te comia no chão...".
- É, meu filho, esse gato é danado. O Tico mia em tudo que é lugar mesmo (risos).
- "Ele tá de olho é na butique dela..."
- Poxa garoto, você é meu fã mesmo. Sabe todas. Estou impressionado.
- Já te vi muito no Faustão, Gugu... Poxa, é uma honra conhecê-lo. Para onde o senhor quer viajar?
- Para Campina Grande.
- Terra boa... Pena que não voamos para lá.
- Ah é?! Pois vou fazer uma série de shows por lá. Como faço?
- O senhor vai precisar pesquisar em outra companhia, infelizmente.
- Então tá, meu filho, boa tarde.
- Só não jogue talco no salão, por favor!
- Fique tranquilo! Um abraço!
1 comentários:
Ahahah Adorei! E olha que eu trabalhei com o Vinicius lá e não sabia dessa.
Sempre usava um truque... se o cliente era chato apertava o hold respondendo a sua solicitação. Para mim o efeito era de que a ligação teria caído. Posso estar errada, já que não saia da fase treinamento rs.
Rhaiane Sodré
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