quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Parece que é mesmo um mal necessário

Recentemente, promovi uma pesquisa de opinião aqui no “Senhor, estarei te irritando...”. Formulei quatro perguntas, publicadas em posts recentes do blog, e também mandei por e-mail para algumas pessoas que conheço.

Recebi as respostas até a segunda-feira passada e, a partir de hoje, começo uma série de posts com o resultado dessa pesquisa.

A primeira pergunta foi a seguinte:

  • Em poucas palavras, o que você acha do telemarketing?

Diante de algumas respostas que recebi, publicadas abaixo, parece ser um consenso: o telemarketing é um "mal necessário". Confiram!

Renata Van Boekel, do blog Difusão de Pensamentos
“Inconveniente”

Sabrina Crespo
“Um serviço que, além de mal prestado, escraviza os funcionários e, do jeito que está estabelecido, só serve para proteger as empresas. Dificilmente é o que deveria ser”

Aline Calamara
“Acho um serviço péssimo e que só serve para chatear ainda mais a vida do cidadão. Quando você precisar resolver um problema, nenhum operador parece ter a resposta ou querer ajudar. Quando você está em casa tentando relaxar, um idiota liga e quase te obriga a pagar por algo que não quer, adquirir um serviço que não precisa ou ainda participar de uma promoção na qual você não ganha droga nenhuma e ainda tem que pagar por isso”

Roberta Lopes
“Uma alternativa das empresas de baratear o custo com o marketing de relacionamento com os clientes, algo ainda dispendioso para muitas delas. É uma alternativa ineficaz para o consumidor, que tarda em encontrar soluções para suas dúvidas”

Elisa Palha, direto da Suécia
“Acho uma estratégia de anti-marketing. Irrita os clientes e deixa a impressão de que aquela pessoa está tentando te enganar. Eu sinceramente sempre fico pensando se alguém aceita as ofertas por piedade ou ignorância. Acho especialmente irritante o mau uso do gerúndio”

Maurilo Andreas, do blog Pastelzinho
“Um serviço necessário, mas extremamente mal executado. A principal causa de infarto entre pessoas saudáveis”

Murilo Ribeiro, do blog Babelturbo
“Um serviço que poderia ajudar muito, mas que, como é feito, se tornou sinônimo de chatice e inconveniência”

Gabriel Fonseca, do blog Sem Corretor Ortográfico
“Chato, de uma maneira geral, quando ligam para você. Mas já cheguei a trocar de aparelho de celular quando a minha própria operadora ligou oferecendo um bom negócio. Falta bom senso e bom treinamento. Mas não diria que deveria deixar de existir, porque, bem ou mal, emprega milhares de pessoas sem grandes exigências de especialização”

Daniella Schmidt
“Se bem segmentado em cima da real necessidade e interesse do consumidor, pode incrementar o relacionamento empresa-cliente. Quando meramente comercial e sem foco, se torna uma perda de tempo estressante, um pé no saco.

Volnandes Pereira
“Um mal necessário”

Rodrigo Mattos
“Uma necessidade mal elaborada, as empresas encaram como mão de obra extremamente barata, contratando jovens de classe baixa e pagando salário mínimo para um trabalho que requer, sim, pouco conhecimento, porém requer, também, um certo nível de bom senso e compostura. Para dar certo, seria necessário um treinamento mais completo, autonomia maior para os atendentes resolverem os problemas e mais clareza no que está sendo feito. Mas isso demanda um custo maior para o setor, que empresa nenhuma está disposta a pagar. É mais barato demitir um funcionário e colocar outro das centenas de pessoas na fila do desemprego do que treinar corretamente os que já tem”

Maria Aparecida Alves
“Uma grande pouca vergonha, para empregar um enorme número de jovens recém-formados ou universitários que estão sem emprego”

Adriana Bittencourt
“Um mal necessário, pois, muitas vezes, é a única forma de comunicação com as empresas”

Marcio Beck
“Uma ferramenta que pode ser útil, mas está servindo ao propósito contrário: atrapalhar a vida dos consumidores”

Ana Redig
“Do modo como é realizado hoje, acho o telemarketing totalmente ineficiente”

Marcelo Santos
“O telemarketing infelizmente é um ‘mal necessário’, como muitos afirmam. Na verdade, ele tem capacidade de ser ‘a melhor coisa do mundo’. Lembro do início da operação da ATL, quando o call center deles tinham atendentes prontos para tirar as nossas dúvidas e, o que é ainda melhor, estavam preparados para a falta de intimidade com a tecnologia e também com a questão de ser a primeira vez em que muita gente teria um celular. Ou seja, era, na época, um call center exemplar. O que atrapalha (e muito!) nos call centers hoje, além dos "procedimentos" das empresas que mudam o tempo todo, é que nós, funcionários, somos instruídos a mentir (isso mesmo, mentir) para o cliente. E algo que, inclusive, faz com que muitos pré-candidatos desistam de trabalhar com call center. Outra coisa (absurda) é o horário que temos para trabalhar. Em 6 horas de trabalho, são 15 minutos para o lanche, contados rigorosamente, já que existe um relógio no sistema, e os 5 minutos (isso mesmo, 5 minutos) para ir ao banheiro. Com uma ‘tortura’ assim, quem em sã consciência teria paciência para atender bem os clientes? É claro, se eu conseguia, todo mundo consegue, mas é uma tarefa que é bem executada por poucos”


Você também acha o telemarketing um mal necessário? O espaço de comentários deste post está aberto!

1 comentários:

Anônimo disse...

Bem, o meu comentário não é sobre o post!
Conheci o blog através do jornal O Globo, onde achei a matéria interessante.
Lembro uma vez na faculdade qdo o meu professor de Administração falou sobre o call center, ele falou sobre o vício de linguagem, não resisti e me identifiquei como operadora de telemarketing. Vale ressaltar que ninguém sonha em ser uma, mas como é um trabalho de 6h, é um meio que milhares de pessoas encontram de estudar e trabalhar, além de ser um emprego que mts vezes não exige experiência e acaba sendo o 1º emprego de muitos.
Não suporto gerundismo.
Não acho conveniente que essa função seja menosprezada e generalizada principalmente. Ninguém é operador de telemarketing, as pessoas estão operadores de telemarketing.
Eu presto serviço a uma Instituição de Ensino Superior, trabalhamos exclusivamente com alunos, diariamente somos cobrados por um bom português e isso acaba sendo uma condição ao emprego.
Porém, eu também ligo para call center e me irrito qdo sou mal atendida, ou qdo não consigo um resultado positivo ao meu pedido, mas como diariamente eu estou "do outro lado", é de fácil compreensão.
Deixo aqui então a minha tristeza ao saber que as pessoas, até hoje, não sabem diferenciar o trabalho dos outros.
Quem sabe os muitos que reclamam, não se recordem de qdo foram bem atendidos ou até mesmo que tirem um momento do seu dia e compareça até as concessionárias, tv's por assinatura.. por aí vai, e tentam resolver seus pedidos pessoalmente.