Ser vítima de um mau atendimento por parte de um operador de telemarketing já é desagradável o suficiente. O que dizer, então, quando essa situação acontece logo após uma pessoa entrar para as estatísticas de violência de nossa Cidade Maravilhosa?
Há mais ou menos um mês, minha colega Ana Clara se encaminhava, feliz e contente, para o aniversário de uma amiga. Pegou um ônibus e desceu na Lagoa, na altura da rua Vinícius de Moraes. Ao colocar os pés na rua, foi abordada por dois ladrões, que levaram sua bolsa.
"Minha vida estava lá dentro", lamentou-se Ana, que, para piorar, ficou também sem seu guarda-chuva, numa noite chuvosa. Nada que uma toalha, ao chegar na casa de sua amiga, não pudesse resolver. Ter saído com vida de um assalto, numa cidade onde a violência já está para lá de banalizada, já é motivo de comemorações.
Mas o pior ainda estava por vir. Assim que chegou na casa da amiga, literalmente "sem lenço e sem documento", Ana se agarrou ao telefone, para bloquear cartões de débito/crédito e talão de cheques.
A saga começou pelo banco cuja conta Ana costuma movimentar mais. Um banco verdadeiro que resolveu seus problemas com "surpreendente agilidade e prestatividade" do atendente, que através de uma amiga - que tem conta no mesmo banco - acessou os dados de Ana, incapacitada, pelo nervosismo, de lembrar de tantos números.
O mesmo não aconteceu, porém, com o segundo banco. Um banco "Brasileiro". Para bloquear o talão de cheque, "o infeliz do atendente pedia uma senha" que Ana nunca teve conhecimento. Ela Explicou inúmeras vezes que "nunca havia feito transação bancária nenhuma pelo telefone" e que, por isso, nunca havia precisado da tal senha.
Mas o atendente insistia:
- Senhora, preciso de sua senha de seis dígitos, para estar realizando o cancelamento de seus cheques”.
Ter conta há mais de cinco anos no banco não fez diferença nenhuma, pois o rapaz que a atendeu não foi capaz de bloquear os cheques sem a desconhecida, apesar de aparentemente importante, senha de seis dígitos. Mesmo sabendo que a cliente fora assaltada e que os cheques poderiam ser utilizados, pois os assaltantes estavam com os documentos da vítima.
Ana ficou sem entender o porquê do não-cancelamento, algo que havia conseguido fazer com sucesso, minutos antes, em outro banco.
Conclusão: após passar a noite rezando para não ter nenhum cheque usado indevidamente, a vítima da bandidagem e do atendente teve que ir logo na manhã seguinte até sua agência de origem, enfrentar uma fila gigantesca para, somente às 15h, conseguir cancelar seu talão de cheques. Deu sorte, pois os ladrões poderiam ter feito a festa, "por causa de uma besteira".
Fica a pergunta: se o banco tem todas as informações necessárias sobre a seus clientes, fazem qualquer tipo de movimentação com o dinheiro de seus clientes, por que não ajudar seu cliente numa situação de emergência, como a vivida pela Ana?
Por muito menos, cancelei uma conta aberta apenas um mês antes, ironicamente, no mesmo banco que foi tão atencioso com a Ana.
Há mais ou menos um mês, minha colega Ana Clara se encaminhava, feliz e contente, para o aniversário de uma amiga. Pegou um ônibus e desceu na Lagoa, na altura da rua Vinícius de Moraes. Ao colocar os pés na rua, foi abordada por dois ladrões, que levaram sua bolsa.
"Minha vida estava lá dentro", lamentou-se Ana, que, para piorar, ficou também sem seu guarda-chuva, numa noite chuvosa. Nada que uma toalha, ao chegar na casa de sua amiga, não pudesse resolver. Ter saído com vida de um assalto, numa cidade onde a violência já está para lá de banalizada, já é motivo de comemorações.
Mas o pior ainda estava por vir. Assim que chegou na casa da amiga, literalmente "sem lenço e sem documento", Ana se agarrou ao telefone, para bloquear cartões de débito/crédito e talão de cheques.
A saga começou pelo banco cuja conta Ana costuma movimentar mais. Um banco verdadeiro que resolveu seus problemas com "surpreendente agilidade e prestatividade" do atendente, que através de uma amiga - que tem conta no mesmo banco - acessou os dados de Ana, incapacitada, pelo nervosismo, de lembrar de tantos números.
O mesmo não aconteceu, porém, com o segundo banco. Um banco "Brasileiro". Para bloquear o talão de cheque, "o infeliz do atendente pedia uma senha" que Ana nunca teve conhecimento. Ela Explicou inúmeras vezes que "nunca havia feito transação bancária nenhuma pelo telefone" e que, por isso, nunca havia precisado da tal senha.
Mas o atendente insistia:
- Senhora, preciso de sua senha de seis dígitos, para estar realizando o cancelamento de seus cheques”.
Ter conta há mais de cinco anos no banco não fez diferença nenhuma, pois o rapaz que a atendeu não foi capaz de bloquear os cheques sem a desconhecida, apesar de aparentemente importante, senha de seis dígitos. Mesmo sabendo que a cliente fora assaltada e que os cheques poderiam ser utilizados, pois os assaltantes estavam com os documentos da vítima.
Ana ficou sem entender o porquê do não-cancelamento, algo que havia conseguido fazer com sucesso, minutos antes, em outro banco.
Conclusão: após passar a noite rezando para não ter nenhum cheque usado indevidamente, a vítima da bandidagem e do atendente teve que ir logo na manhã seguinte até sua agência de origem, enfrentar uma fila gigantesca para, somente às 15h, conseguir cancelar seu talão de cheques. Deu sorte, pois os ladrões poderiam ter feito a festa, "por causa de uma besteira".
Fica a pergunta: se o banco tem todas as informações necessárias sobre a seus clientes, fazem qualquer tipo de movimentação com o dinheiro de seus clientes, por que não ajudar seu cliente numa situação de emergência, como a vivida pela Ana?
Por muito menos, cancelei uma conta aberta apenas um mês antes, ironicamente, no mesmo banco que foi tão atencioso com a Ana.
2 comentários:
Puxa! Qual o problema de colocar o nome do Banco em prol de poupar futuras vítimas?
Prezado anônimo. Qual é o problema de colocar o seu nome, para eu saber com quem estou falando? :)
Mas, falando sério, prefiro não citar, com todas as letras, os nomes das empresas.
Mas, pela forma como escrevo, acredito que dá para identificá-las, não?
Abs!
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