Uma certa operadora de celular - cujo nome não é igual ao de uma companhia aérea; ou à terceira pessoa do presente do indicativo do verbo "ter"; nem à palavra que designa a altura de um som (grave ou agudo) ou à onomatopéia de uma batida num tambor - não anda tratando bem seus clientes, ultimamente.
Alceu, chefe de minha digníssima esposa, andou tendo problemas sérios nos últimos dias e se viu envolvido numa "trama" que envolve incompetência, descaso e, acreditem, até mesmo pirataria!
Recém-chegado de alguns dias de férias, Alceu foi a um famoso shopping de Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Após tirar belas fotos da viagem em seu novo celular, fabricado por uma empresa de origem coreana - cujo nome, na língua daquele país asiático, significa "três estrelas" - precisava de um cabo e do CD de instalação do software para baixar as imagens em seu computador.
Numa loja autorizada, com um gigantesco logo da referida operadora de celular pendurado na entrada, Alceu conseguiu comprar o que queria, mas não conseguiu aumentar a visualização de suas fotos em sequer uma polegada além do pequeno visor de seu aparelho.
Após muitas tentativas frustradas em casa, pediu a ajuda de minha esposa no trabalho. Ao perceberem que, no processo de instalação do software, era acusada a falta de um arquivo, resolveram dar uma olhada no CD e constataram a paupérrima qualidade do adesivo que cobria sua face superior. É exatamente isso que você está pensando, caro leitor: o CD era uma cópia pirata.
Alceu, então, voltou à loja e exigiu a troca do CD, mas o atendente alegou que não o faria, pois havia vendido o produto com uma capinha e estava recebendo de volta sem a proteção. Além disso, alegou que não poderia fazer nada, também, porque seu o gerente não estava presente. Momentaneamente, Alceu desistiu e foi embora, decidido a voltar num outro dia.
Alguns dias depois, ainda na mesma semana, ele voltou à loja e, numa (in)feliz coincidência, acabou tendo contato com outros clientes que reclamavam do mesmo problema. Um deles, inclusive, havia levado um laptop para provar que o CD não funcionava e conseguiu ver seu dinheiro de volta por ter devolvido o produto dentro da embalagem.
Decidido a não ficar no prejuízo, Alceu exigiu a troca, mesmo não tendo bendita capinha do CD, e ameaçou ligar para a operadora de celular, para reclamar da loja, no que foi respondido, com imenso desdém, pelo atendente da loja:
- Pode ligar.
O sangue subiu de vez e Alceu sacou o celular para acionar a operadora. Contou a história toda para o atendente, denunciou a loja por pirataria, mas não teve muita ajuda.
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada. A prejudicada, neste caso, não foi a operadora, mas o fabricante do celular ou o criador do software. Apenas eles podem fazer a denúncia.
- Mas eu não quero saber! Eu sou cliente de vocês, comprei o celular numa loja de vocês! Isso é um absurdo. Esse aparelho me foi oferecido por vocês, por causa do meu plano.
O atendente, no entanto, alegou que a loja não era da operadora, mas, sim, uma revendedora. Alceu continuou brigando por seus direitos, não pelo que havia desembolsado pelo produto – apenas R$ 30 –, mas pela forma como fora lesado (Nota do blogueiro: Esse é dos meus!!!). Mas o atendente continuava tirando o corpo da empresa fora.
- Quer saber de uma coisa? Vamos cancelar essa linha, então. Não quero mais saber de ser cliente de vocês.
Aí, o discurso do atendente mudou.
- Senhor, estarei lhe transferindo para o setor de cancelamento.
Após alguns minutos ouvindo uma irritante musiquinha, logicamente, a ligação caiu.
Irredutível, Alceu voltou a ligar:
- Mas por que o senhor está querendo cancelar a linha?
- Porque a empresa não quer me ajudar no meu problema e eu também não vou ajudar a empresa!
- Mas o senhor tem um ano e meio de conta, tem várias vantagens...
- Não quero saber de vantagem! A empresa vai resolver meu problema? Se não vai, então pode cancelar!
- Um momento, senhor.
E a ligação cai de novo...
A nova atendente informa:
- O senhor sabe que terá de estar pagando uma multa de vinte reais, de fidelidade do aparelho?
Alceu havia sofrido um assalto, no qual sua pasta foi embora com celular e tudo. A operadora, então, ofereceu o aparelho em questão, de graça, para segurar o cliente. Seguraram o cliente, mas, quando ele quis ir embora, ainda cobrou dele (Nota do blogueiro: Deixo, aqui, a questão para algum eventual advogado que passe por aqui, para me dizer se a cobrança é legal)
- Não tem problema, eu pago. Mas cancela agora!
E após exatos 45 minutos e quatro quedas de ligação, Alceu conseguiu cancelar a conta. Ficou R$ 50 reais mais pobre – o preço do kit com cabo e CD comprado na loja somado à multa de fidelidade –, mas enriqueceu incalculavelmente sua honra de consumidor, até porque, pretende continuar brigando por seus direitos e esperando que alguém pague por todo esse imbróglio.
Alceu, chefe de minha digníssima esposa, andou tendo problemas sérios nos últimos dias e se viu envolvido numa "trama" que envolve incompetência, descaso e, acreditem, até mesmo pirataria!
Recém-chegado de alguns dias de férias, Alceu foi a um famoso shopping de Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Após tirar belas fotos da viagem em seu novo celular, fabricado por uma empresa de origem coreana - cujo nome, na língua daquele país asiático, significa "três estrelas" - precisava de um cabo e do CD de instalação do software para baixar as imagens em seu computador.
Numa loja autorizada, com um gigantesco logo da referida operadora de celular pendurado na entrada, Alceu conseguiu comprar o que queria, mas não conseguiu aumentar a visualização de suas fotos em sequer uma polegada além do pequeno visor de seu aparelho.
Após muitas tentativas frustradas em casa, pediu a ajuda de minha esposa no trabalho. Ao perceberem que, no processo de instalação do software, era acusada a falta de um arquivo, resolveram dar uma olhada no CD e constataram a paupérrima qualidade do adesivo que cobria sua face superior. É exatamente isso que você está pensando, caro leitor: o CD era uma cópia pirata.
Alceu, então, voltou à loja e exigiu a troca do CD, mas o atendente alegou que não o faria, pois havia vendido o produto com uma capinha e estava recebendo de volta sem a proteção. Além disso, alegou que não poderia fazer nada, também, porque seu o gerente não estava presente. Momentaneamente, Alceu desistiu e foi embora, decidido a voltar num outro dia.
Alguns dias depois, ainda na mesma semana, ele voltou à loja e, numa (in)feliz coincidência, acabou tendo contato com outros clientes que reclamavam do mesmo problema. Um deles, inclusive, havia levado um laptop para provar que o CD não funcionava e conseguiu ver seu dinheiro de volta por ter devolvido o produto dentro da embalagem.
Decidido a não ficar no prejuízo, Alceu exigiu a troca, mesmo não tendo bendita capinha do CD, e ameaçou ligar para a operadora de celular, para reclamar da loja, no que foi respondido, com imenso desdém, pelo atendente da loja:
- Pode ligar.
O sangue subiu de vez e Alceu sacou o celular para acionar a operadora. Contou a história toda para o atendente, denunciou a loja por pirataria, mas não teve muita ajuda.
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada. A prejudicada, neste caso, não foi a operadora, mas o fabricante do celular ou o criador do software. Apenas eles podem fazer a denúncia.
- Mas eu não quero saber! Eu sou cliente de vocês, comprei o celular numa loja de vocês! Isso é um absurdo. Esse aparelho me foi oferecido por vocês, por causa do meu plano.
O atendente, no entanto, alegou que a loja não era da operadora, mas, sim, uma revendedora. Alceu continuou brigando por seus direitos, não pelo que havia desembolsado pelo produto – apenas R$ 30 –, mas pela forma como fora lesado (Nota do blogueiro: Esse é dos meus!!!). Mas o atendente continuava tirando o corpo da empresa fora.
- Quer saber de uma coisa? Vamos cancelar essa linha, então. Não quero mais saber de ser cliente de vocês.
Aí, o discurso do atendente mudou.
- Senhor, estarei lhe transferindo para o setor de cancelamento.
Após alguns minutos ouvindo uma irritante musiquinha, logicamente, a ligação caiu.
Irredutível, Alceu voltou a ligar:
- Mas por que o senhor está querendo cancelar a linha?
- Porque a empresa não quer me ajudar no meu problema e eu também não vou ajudar a empresa!
- Mas o senhor tem um ano e meio de conta, tem várias vantagens...
- Não quero saber de vantagem! A empresa vai resolver meu problema? Se não vai, então pode cancelar!
- Um momento, senhor.
E a ligação cai de novo...
A nova atendente informa:
- O senhor sabe que terá de estar pagando uma multa de vinte reais, de fidelidade do aparelho?
Alceu havia sofrido um assalto, no qual sua pasta foi embora com celular e tudo. A operadora, então, ofereceu o aparelho em questão, de graça, para segurar o cliente. Seguraram o cliente, mas, quando ele quis ir embora, ainda cobrou dele (Nota do blogueiro: Deixo, aqui, a questão para algum eventual advogado que passe por aqui, para me dizer se a cobrança é legal)
- Não tem problema, eu pago. Mas cancela agora!
E após exatos 45 minutos e quatro quedas de ligação, Alceu conseguiu cancelar a conta. Ficou R$ 50 reais mais pobre – o preço do kit com cabo e CD comprado na loja somado à multa de fidelidade –, mas enriqueceu incalculavelmente sua honra de consumidor, até porque, pretende continuar brigando por seus direitos e esperando que alguém pague por todo esse imbróglio.
1 comentários:
Sei que loja é essa. Foi lá que tentei comprar o cabo do meu celular pelo mesmo motivo. Na época, eles etiquetaram o produto com os dados de um modelo diferente. Quando vi que não se resolveria, já que o atendente sequer conseguia escrever um email relatando o problema à gerência, ou coisa do tipo, peguei o dinheiro de volta. E o meu celular? Em menos de um ano de uso, a tela ficou azul eheh
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