Ontem, em plena hora do rush e com as duas mãos ocupadas, ao volante do carro, toca meu celular, com um número de São Paulo no identificador de chamada. Atendo, pois, em meu trabalho como assessor de imprensa, com clientes de projeção nacional, recebo ligações de todo o Brasil:
- Boa noite, falo com o senhor Raphael?
- Sou eu - Respondo, de forma seca, já sabendo que só um operador de telemarketing começaria uma ligação com "Boa noite, falo com o senhor Raphael?".
- Senhor Raphael, meu nome é Josimar Fernando, do cartão de crédito X. O senhor tem um minutinho para estar falando conosco?
- Agora não posso, estou dirigindo.
- E a que horas posso estar retornando para o senhor?
- Se for para oferecer um cartão de crédito, não precisa nem ligar de volta. Não estou interessado!
- Ok, senhor, agradecemos o contato. Tenha uma boa noite.
Acredito que eu tenha falado em português bem claro, certo? "Se for para oferecer um cartão de crédito, não precisa nem ligar de volta. Não estou interessado!".
Que nada! Às 9h da manhã de hoje, já atolado de trabalho no escritório, o celular toca novamente. Aquele mesmo número de São Paulo:
- Bom dia, falo com o senhor Raphael?
- Isso.
- Obrigado por me atender, senhor Raphael. Meu nome é Lucimar Fernando e falo em nome do cartão de crédito X. Estamos lhe premiando com um cartão de crédito com 70% de desconto na anuidade. Uma oportunidade única.
"Estamos lhe premiando"??? Pelo que sei, prêmio significa bônus e não ônus. Não sou bom em matemática, mas deixar de pagar 70% da anuidade significa, pelo menos, pagar 30% dela, não? Não é nada de graça.
- Não estou interessado.
- Senhor Raphael, qual é a sua profissão?
- Eu não estou interessado.
- Mas senhor Raphael, o senhor não trabalha com cartão de crédito?
Bom, aqui ficou uma dúvida. Será que ele jogou um verde para confirmar a minha profissão, ao perguntar se eu "não trabalhava com cartão de crédito" ou quis saber se eu uso cartão de crédito para fazer compras? Na dúvida, mantive o discurso reto:
- Não estou interessado!
- Ok, senhor Raphael. Agradecemos o contato. Tenha um bom dia.
Contando a ligação de ontem, repeti a sentença "Não estou interessado" aos atendentes da empresa de cartão de crédito exatas quatro vezes.
- Boa noite, falo com o senhor Raphael?
- Sou eu - Respondo, de forma seca, já sabendo que só um operador de telemarketing começaria uma ligação com "Boa noite, falo com o senhor Raphael?".
- Senhor Raphael, meu nome é Josimar Fernando, do cartão de crédito X. O senhor tem um minutinho para estar falando conosco?
- Agora não posso, estou dirigindo.
- E a que horas posso estar retornando para o senhor?
- Se for para oferecer um cartão de crédito, não precisa nem ligar de volta. Não estou interessado!
- Ok, senhor, agradecemos o contato. Tenha uma boa noite.
Acredito que eu tenha falado em português bem claro, certo? "Se for para oferecer um cartão de crédito, não precisa nem ligar de volta. Não estou interessado!".
Que nada! Às 9h da manhã de hoje, já atolado de trabalho no escritório, o celular toca novamente. Aquele mesmo número de São Paulo:
- Bom dia, falo com o senhor Raphael?
- Isso.
- Obrigado por me atender, senhor Raphael. Meu nome é Lucimar Fernando e falo em nome do cartão de crédito X. Estamos lhe premiando com um cartão de crédito com 70% de desconto na anuidade. Uma oportunidade única.
"Estamos lhe premiando"??? Pelo que sei, prêmio significa bônus e não ônus. Não sou bom em matemática, mas deixar de pagar 70% da anuidade significa, pelo menos, pagar 30% dela, não? Não é nada de graça.
- Não estou interessado.
- Senhor Raphael, qual é a sua profissão?
- Eu não estou interessado.
- Mas senhor Raphael, o senhor não trabalha com cartão de crédito?
Bom, aqui ficou uma dúvida. Será que ele jogou um verde para confirmar a minha profissão, ao perguntar se eu "não trabalhava com cartão de crédito" ou quis saber se eu uso cartão de crédito para fazer compras? Na dúvida, mantive o discurso reto:
- Não estou interessado!
- Ok, senhor Raphael. Agradecemos o contato. Tenha um bom dia.
Contando a ligação de ontem, repeti a sentença "Não estou interessado" aos atendentes da empresa de cartão de crédito exatas quatro vezes.
Será que é o necessário para eles, finalmente, conseguirem compreender um português claro? Desconfio que não. Aguardo uma nova ligação em breve...
1 comentários:
Pçha, posso estar enganada, mas acho que você ainda receberá mais e mais ligações... Eles não desistem nunca!!!
Hehehehe
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