Nos dias posteriores, Iury, um consumidor exemplar - que faz parte, ao mesmo tempo, de uma minoria, por lutar por seus direito; e de uma maioria, por sofrer com serviços ruins - se manteve íntegro e ainda brigou por cada centavo a que tinha direito.
Confiram a "Cronologia de uma irritação - Parte final":
Ainda sem sinal, Iury entrou em contato com a Anatel e, numa última tentativa de resolver os problemas de sua conexão, conseguiu, através de um conhecido dentro da empresa, uma espécie de "canal vip". No mesmo dia, ligou e exigiu a presença de um técnico em sua casa, para emitir um laudo que constatasse ausência da prestação do serviço. O documento serviria para cancelar sua assinatura, já que ele estava em período de fidelização e, caso cancelasse, teria de pagar multa.
Como ausência de prestação de serviço é motivo para anulação, um laudo o isentaria da multa. No mesmo dia, o técnico foi na casa de Iury e não soube o que fazer para resolver o problema. O cliente, então, exigiu o laudo do serviço.
Dia 21 de setembro - Local: um apartamento na Tijuca
Naquele domingo, o sinal voltou, mas só para Iury. Os outros moradores do prédio, que também passavam pelo mesmo problema, ficaram mais tempo sem conexão.
Dia 22 de setembro - Local: um apartamento na Tijuca
No dia seguinte, uma atendente da ouvidoria da empresa ligou para Iury, perguntando se tudo estava bem.
Dia 23 de setembro - Local: um apartamento na Tijuca
Na terça-feira, foi a vez de mais dois atendentes entrarem em contato. A Anatel também ligou.
Dia 24 de setembro - Local: um apartamento na Tijuca
Iury ligou para a empresa, para protestar a conta do mês corrente e exigir que estornassem o valor proporcional ao tempo que ficou sem sinal. Estornaram R$ 5,80 da conta de agosto, referentes a três dias sem sinal. O mês de setembro, diante de tamanha confusão, vai pelo mesmo caminho.
Moral da história
Iury continuou com o serviço, mas brigou até o final por seus direitos. Em agosto, conseguiu o estorno de quase R$ 6 reais. Em setembro, deverá conseguir ainda mais. Se todo mundo que ficar sem sinal ou com qualquer tipo de problema fizer isso, a empresa, certamente, vai começar a sentir o prejuízo e tomar vergonha na cara, para prestar um serviço decente.
2 comentários:
Além da prestação de um péssimo serviço, o absurdo maior é o tempo que temos que perder para ter um serviço que estamos pagando! Quer dizer, ninguém tem internet de graça e, mesmo assim, se quisermos usufruir daquilo que pagaos temos que gastar horas e mais horas...
Mais absurdo ainda é ver que só há movimentação (mesmo que de forma tosca), quando se envolve o órgão regulador.
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